sexta-feira, 25 de maio de 2012

Por Você


Se tudo o que eu fizesse
Fosse por você
Eu só tentaria fazer
Com que você tentasse entender

E se você vivesse em mim e visse
Tudo aquilo que por você eu passei
Choraria frente aos meus versos
Correria atrás do que valeu

Porque pensei que pudesse fazer
Você parar pra pensar
Pensar que eu sempre pretendi sempre te ter
A todo momento, fosse trono ou relento

Eu só queria
Ter teu sorriso em meu olhar
Eu só queria
À meia-noite poder voltar

Eu queria poder
Poetizar, declarar, fazer valer
Pra que você pudesse entender
O que nem eu mais entendo

Tente perceber que meu caminho ainda é você
Olhe pra si, veja seu sim sem fim
Se você não consegue se convencer que já foi
Quer dizer que ainda vivo dentro de você

Eu fiz tudo por você
Pra que você não pudesse se esquecer
Que eu vivi pra te prometer
A poesia em mim

Jefferson Procópio

terça-feira, 22 de maio de 2012

Jogado para o alto

Uma obra pronta, que perfeitamente se encaixou com uma canção
O trabalho maior foi a adaptação,  e pra quem acompanha, uma grande experiência se aponta
Acompanhe o misto de música e poesia, no qual o meu coração se encontra 

Coldplay - Every Teardrop is a Waterfall (Cover by Erik, Mike & Tow Knee)


Jogado para o alto

Que saudade é essa?
Que bate
E me anseia
Me angustia
E antitesia
Me nostalgia
E me abate
Que salta
E assalta
O meu coração

Que vontade é essa?
De gritar bem alto
Que quero sussurrar
No teu ouvido
O meu silêncio
Dizer com meus olhos
O paraíso a gente faz

Vem pra cá
Exterminar
Violentar
Extinguir
Satisfazer
Dessedentar
Vem matar essa saudade
Que eu penso sentir de você

Talvez eu queira buscar
O que ficou pra trás
Talvez eu queira voltar
E queira até demais
Meu coração está batendo
Junto às estrelas
Que brilham hoje por você

Você aceitaria me ouvir?
Pensamentos que me mantêm aqui
E me fazem lembrar
Tanto instante insignificante
Porque não ter você em mim é um instante
Jogado pro alto

Há uma música
Que inunda meu olhos
E que me faz lembrar
Do voo
Jogado pro alto
Pro alto

Eu consigo ver
Eu consigo ver
Consigo ver nosso amor no alto
Eu consigo ver
Eu consigo ver
Consigo ver nosso amor no alto
Eu consigo ver
Eu consigo ver
Consigo ver nosso amor no alto
Eu consigo ver
Eu consigo ver
Consigo ver
Nosso amor

Jefferson Procópio

terça-feira, 15 de maio de 2012

Eis a questão


Se minha presença virasse cinza
O que você faria?
Aproveitaria a ausência
Sopraria migalhas?
Reviveria-me, como uma fênix
E me faria renascer em frente a seu sorriso?
Ou me lançaria ao vento?
Ou me regeneraria?
Eis a questão

Só diga a verdade
Pra machucar meu coração
Ou dar valor a meus versos
Se estivesse com minha poesia em suas mãos
Abraçaria cada trova
Ou tiraria o coração da mão?
Eis a questão

A questão persiste
A dúvida existe, e se reinventa
Muitas vezes sou muito otimista
E várias outras persisto em ser pessimista
Um ciclo sem fim, que toma conta de mim
E me faz questionar
A mim mesmo e a você
Isso tudo é amor?
Eis a questão

Jefferson Procópio

terça-feira, 8 de maio de 2012

Círculos e Ciclos


Você aprende a viver sozinho, vivendo sozinho. Você sente que existe vários novos horizontes, várias variáveis, vários caminhos a serem percorridos. Você percorre vários caminhos. Você consegue sorrir sozinho, se torna forte. Forte o bastante até pra às vezes pensar que nada teve importância.
Mas chega uma hora, bendita ou maldita, não sei, mas chega uma hora, em que é justamente essa força que te enfraquece, que te faz sentir que é preciso ser fraco, às vezes. É essa força que te faz querer voltar ao seu real lugar. E querendo ou não, há um lugar pra você, que você sente que um dia precisa retornar. Porque você percebe que a sua maior força é a sua fraqueza.

Jefferson Procópio

sábado, 5 de maio de 2012

Desespero dos versos


Reconhecer minha insensatez
Pra reconhecer a dádiva da expressividade, da poesia
Pra reconhecer a grandiosidade das palavras, dos sentimentos
Pra botar tudo pra fora, tirar a paz e a agonia daqui de dentro

Unir antíteses e intensificar paradoxos
Sinestesiar tudo que é abstrato
Fazer valer o escrito à luz de velas quase na escuridão
Distanciado da multidão, numa introspecção retórica

Desabafar com cada linha do meu ser
Me sentir sábio, um alfa
Pra depois olhar novamente minha insensatez
E me sentir completo
Aproveitando cada pedaço do propósito desproposital

Ser estúpido, ser desnecessário
Supérfluo prolixo, prescindível e previsível
Mas ainda assim cantar porque a vida existe
E o instante persiste, e me admite como alguém que continua com o mesmo pensamento
Sou estúpido, sou desnecessário
E tento me chamar de poeta

Jefferson Procópio

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Telefone que não mais toca


Posso escrever qualquer percepção
Posso querer alguém aqui, de volta
E por mais difícil que seja, posso ainda poetizar
Algo que feriu e cicatrizou

O meu carnaval
Não foi muito bom
Via você rindo entre os rios
Enquanto eu nadava na chuva
Remava contra a correnteza
Deixando crescer a certeza
De que pra mim não existiria mais carnaval

O telefone tocava eu apenas olhava
E me lembrava
Não adianta correr pra atender
Pois nao sairia dali a voz de ninar
Que tirava a razão, que entrava na mente
E dançava com meu pensamento

O lugar na casa que trazia paz
Virou alucinação
Que insiste em me mostrar que tudo passou
E que me proíbe em pensar positivo
Mas sem mais desesperos
Estou espantando o fantasma
Gostando da chuva
Esperando por outro carnaval
Por outro telefonema

Jefferson Procópio