E caminha, pra se construir e se fazer e refazer, em fluxo,
Sem discurso, meio confuso, quase escuso.
Menina loba, riso bala de prata, me deixou boba.
Quem carrega, no olhar, cotidiano.
Contido, na flecha dos olhos tudo o que viveu e viu de vil.
Alegrias e tristezas, põe na mesa, e só oferece sorrisos.
A vivência e a incerteza, irmãs siamesas.
Há de mirar e admirar a forma viva de ser teatro.
Fazer arte como ato, com tudo o que sentiu lá fora,
Sem textos nem ensaios. Só se tem o aqui e o agora.
Dançar pro medo pra perder o medo.
O feelin desfragmenta na ponta dos dedos e apita na glândula pineal.
Mais que definir, é ser, quando pode, quando não, o que é.
Lobo que não é mau,
Crônica em forma de mulher.
Jefferson Procópio
01/01/2017