Musa invisível, presente na partida,
Sou seu poeta visível e risível.
Imagem tua que me coragem
De encontrar, no céu, a estrela renascida.
Dona do luar, o mar dança só pra ti.
Gravidade é mistério: tão quanto essa impressão etérea,
Vou e voo por ti, mas não posso sair do chão.
Hoje é aqui e agora; no passado, vidas e planos, em outros planos; ao futuro, deixo pra outrora.
De longe vi os bosques de seu caminho.
O cheiro de seu perfume que se torna jardim e se mistura às flores.
Senti e transmutei: mistério seu que tambem é meu, que me faz sentido.
Me transpasse novamente pelo portal dos seus olhos.
Me mostre o mundo de seus sonhos.
Tua beleza presente, o coração pressente:
Reflexo vira matéria, e sonhos, realidade.
Corpos fechados, verdade na mente, coração aberto: ressonância.
Não solte da minha mão. Não ceda tão cedo à aleatoriedade.
Se somos tão imperfeitos, ímpar feitos, fadados ao erro,
Tanto faz: podemos ser par ou ímpar. Ser um só, nós dois, ou três.
Uno versos ao universo e agradeço: eu consigo te ver.
O defeito mostrou suas caras.
O erro cobrou caro e mostrou suas caras.
A ilusão escondeu suas caras.
Perderam o jogo.
domingo, 26 de agosto de 2018
sábado, 11 de agosto de 2018
Melancólico
Eu reconheço em seu espaço e aqui dentro, oh, maior musa.
Desorbitada e orientada em si mesma, aponta por todo o meu ser,
Berço do meu afeto.
Destruição dos meus sonhos, que nunca morreram.
Sonhos que permanecem. Vida que continua.
Berço do meu afeto.
Destruição dos meus sonhos, que nunca morreram.
Sonhos que permanecem. Vida que continua.
Retratada e eternizada pela extrusão do poeta maior que ouviu sua ofegação, respirou seu ar,
E se asfixiou.
Que te sentiu mulher enquanto ainda éramos meninos.
Mergulhar em seu sagrado feminino.
E se asfixiou.
Que te sentiu mulher enquanto ainda éramos meninos.
Mergulhar em seu sagrado feminino.
Não entendo esse trem que sinto.
Vagões de um trem que buzina pra todos ouvirem: são corações. Ora cheios, ora vazios.
A mesma marca.
Vagões de um trem que buzina pra todos ouvirem: são corações. Ora cheios, ora vazios.
A mesma marca.
Trilhos infindos e trens que vão e vêm. Somem e reaparecem no caminho.
Feito tu, munida de verde ao redor da pupila, luz néon de serenidade.
Batom vermelho, imaginário,
Minha vontade de transcender Ágape,
E por Eros, erotizar.
Feito tu, munida de verde ao redor da pupila, luz néon de serenidade.
Batom vermelho, imaginário,
Minha vontade de transcender Ágape,
E por Eros, erotizar.
Nunca saíram, da minha trilha, os tons etéreos
da tua imagem, de teu reflexo, nem de meus versos.
Sua presença, sua pré-ausência, anúncio.
Durante a ausência, assenti e a senti. Premeditado por Drummond: ausência sempre está.
da tua imagem, de teu reflexo, nem de meus versos.
Sua presença, sua pré-ausência, anúncio.
Durante a ausência, assenti e a senti. Premeditado por Drummond: ausência sempre está.
Mas quando tu estás aqui, e quando eu estou aí: nós sem amarras.
Fonte de devir! À musa me refiro e me misturo.
Quero navegar nestes mares de fertilidade, ser gozo e dádiva ao que lhe dá vida e lhe sangra.
Quero me limpar com sua pureza. Me sujar com seu tesão. E vice-versa.
Transmissão e troca de pensamentos.
Fonte de devir! À musa me refiro e me misturo.
Quero navegar nestes mares de fertilidade, ser gozo e dádiva ao que lhe dá vida e lhe sangra.
Quero me limpar com sua pureza. Me sujar com seu tesão. E vice-versa.
Transmissão e troca de pensamentos.
Quero estar contigo sozinho e nu e cru.
Sentir a matéria. Pernas compridas e macias.
Me aterrar e enterrar em suas covinhas. Terra.
Bacias. Sua hidrografia.
Vulcão. Seu valor, calor, fogo.
Ar. Sopro de vida nas nossas faces.
Fazer as pazes com a saúde e a saudade.
Nossos olhos e corpos se chamam.
E como isso é chamado?
Sentir a matéria. Pernas compridas e macias.
Me aterrar e enterrar em suas covinhas. Terra.
Bacias. Sua hidrografia.
Vulcão. Seu valor, calor, fogo.
Ar. Sopro de vida nas nossas faces.
Fazer as pazes com a saúde e a saudade.
Nossos olhos e corpos se chamam.
E como isso é chamado?
Jefferson Procópio
~Ai que vergonha~
~
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