Um escombro em cada brilho único do olhar
Dados: sete bilhões de escombrados no planeta (exceto crianças)
A ganância revira a mente, e a deixa vazia
Vazia de emoções e cheia de vinganças
Ensaios sobre homicídio, sobre suicídio
A mão armada, faca, sangue frio
A sociedade fraca se põe por um fio
O sabor do fel se nota até debaixo d'água
Bares lotados de pessoas feridas
Que tentam com um gole de uísque achar uma razão pra vida
E quando pensam que acharam, perdem a euforia
Para a indigestão, que sugam o resto de suas almas e humanidades
A cada canal de TV que eu sintonizo
Me sinto mais perdido, e menos dono da verdade
A cada nova informação, eu sinto mais saudade
Do tempo que eu era leigo, e não sabia de nada
07/03/2013
segunda-feira, 21 de janeiro de 2019
quinta-feira, 17 de janeiro de 2019
uma frase muda o fim e o filme
te perco pra mais um instante.
aprendi, com o tempo, a contemplar a vida,
templo de milagres ou estragos.
perante o portal de um depois
a mim se apresentam, estrada, túnel, invisível.
eu sou a luz do meu caminho.
te senti presente antes.
como o canto do pássaro que prenuncia
o segredo de amores amarrados:
nos amamos mais e desfizemos nós. já foi.
os véus das dores de nossos amores sentiram alívio.
sinto nossas flores em meus espinhos.
rompe o ciclo do indescritível.
almas gêmeas em liberdade, diante
de sorrisos abertos e vagos
a um nova era do que será não sei, não seu, não meu.
sempre está aquilo que é e o voo do tempo gratifica
o livre arbítrio escrevendo outras linhas.
aprendi, com o tempo, a contemplar a vida,
templo de milagres ou estragos.
perante o portal de um depois
a mim se apresentam, estrada, túnel, invisível.
eu sou a luz do meu caminho.
te senti presente antes.
como o canto do pássaro que prenuncia
o segredo de amores amarrados:
nos amamos mais e desfizemos nós. já foi.
os véus das dores de nossos amores sentiram alívio.
sinto nossas flores em meus espinhos.
rompe o ciclo do indescritível.
almas gêmeas em liberdade, diante
de sorrisos abertos e vagos
a um nova era do que será não sei, não seu, não meu.
sempre está aquilo que é e o voo do tempo gratifica
o livre arbítrio escrevendo outras linhas.
domingo, 6 de janeiro de 2019
vazio lotado
quando um mundo desmorona, imaginamos a queda sobre nossos ombros,
sentimos os pesos das escolhas ao primeiro passo, instante irreversível.
as consequências pesam as costas.
o risco: o agora se tornar um cabo de guerra interna
entre passado e futuro. o antes e o depois se expandem em lados opostos.
e de braços abertos, tento segurar e sincronizar mundos paralelos que não se conversam.
o último fio de desatino, gota que transborda a taça e afoga a própria sede.
a morte em vida é o novo ciclo. permita-se virar vapor.
ruínas ao chão, seja a estrada de seu caminho.
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