Toda vez
Que o brilho do sol
Afagar a minha pele
Cortada pelo frio vento de outono
Vou me lembrar do seu abraço
Sempre
Que a língua travar na hora de definir
E os olhos banharem-se
Por lágrimas ou retinas fatigadas
Vou me lembrar do seu olhar
Todo momento
Que eu bater em retirada
Em atraso e impontualidade
Vou mais uma vez lamentar a distância
E abandonar meu relógio
E assim que o sol se por
E o vento vier
Mais uma vez, intrínseco
Acabar com a minha alma
Vou me jogar ao relento
E me lembrar daqueles dias
Que não tiveram fim
E após eu virar cinza
Queimado pela chama da saudade
Quando eu vir o mar, quando eu virar mar, quando vir a amar
Vou me banhar de você
Quando a mais doce melodia
Que afaga o vento
Chega aos meus ouvidos
Eu me lembro
Que a gente atravessou
As linhas do acaso
E se cruzou
Nas entrelinhas do destino
Até sempre
Até nunca
Até amanhã
Só por hoje
Infinito
Jefferson Procópio
(15/06/13)
domingo, 23 de março de 2014
domingo, 9 de março de 2014
Ele por mim
Fez de mim, a base
E me elevou até o topo
Eu só via bagunça, mas mal ele sabia
O que eu sentia
Eu gosto de ser misteriosa... sempre dizia, e ia além
O meu mistério eu conheço muito bem
Sei quando vem, quando chega, quando sai
E quando fica
Eu sou aquela que chegou, que se achou
E se perdeu
Eu penso com o olhar
Ele com as palavras
E até me leva a sério, é verdade
Mas não enxerga a minha seriedade
Ele não se leva a sério, não leva quase nada consigo
Só leva minha vida na bagagem, sem me dar passagem, ou opção
Sem dizer sim
Ou não
Sem mencionar ainda a atração, nossa química, física, matemática
E o português... minha linguagem com ele é universal
E eu apenas prefiro
Me calar
Não me pergunte motivos, afinal, nem ruídos
Da minha vida ele escuta
Ele só fala, só sente
Perde a cabeça pra paisagem e me faz uma ligação
E eu só queria tê-lo
Por perto
Pro meu mistério
Não ser desespero
Pra minha vida
Ser dele
Pra ele deixar de poesia
E me sentir.
Jefferson Procópio
E me elevou até o topo
Eu só via bagunça, mas mal ele sabia
O que eu sentia
Eu gosto de ser misteriosa... sempre dizia, e ia além
O meu mistério eu conheço muito bem
Sei quando vem, quando chega, quando sai
E quando fica
Eu sou aquela que chegou, que se achou
E se perdeu
Eu penso com o olhar
Ele com as palavras
E até me leva a sério, é verdade
Mas não enxerga a minha seriedade
Ele não se leva a sério, não leva quase nada consigo
Só leva minha vida na bagagem, sem me dar passagem, ou opção
Sem dizer sim
Ou não
Sem mencionar ainda a atração, nossa química, física, matemática
E o português... minha linguagem com ele é universal
E eu apenas prefiro
Me calar
Não me pergunte motivos, afinal, nem ruídos
Da minha vida ele escuta
Ele só fala, só sente
Perde a cabeça pra paisagem e me faz uma ligação
E eu só queria tê-lo
Por perto
Pro meu mistério
Não ser desespero
Pra minha vida
Ser dele
Pra ele deixar de poesia
E me sentir.
Jefferson Procópio
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