Minha poesia
Reside, agora, em você
Para tê-la, basta a mim fazê-la
Se entregar
Minha sina
Pertence, somente, à distância
Que talvez até fosse amiga
Não fosse o estrago que faz
Seu perfume
Atribui-se, hoje, ao vento
Que o sopra em minha face
E me faz querer te ver
A saudade
Existe, aqui, e agora
E sempre se faz aguda
Após o terceiro copo
O quarto copo
Me faz imaginar você
Cantando ao sabor do luar
Banhada pelo meu querer
Infinita
Seu corpo se funde à distância
Que me separa de você
Mas nos torna um só
Jefferson Procópio
