domingo, 28 de abril de 2013

Belezarte


A profundeza dos seus olhos é oceano
Perco a calma e a compostura quando te encaro
O meu mundo gira nessa órbita brilhante e cor de mel com canela
Me afogo, me faço seu, traço meus versos pensando em suas curvas

Meus pensamentos pintam um quadro com seu rosto
Com seu sorriso tímido e sem graça
Pode não transparecer... mas quando ela sai, e deixa seu cheiro...
A pessoa em mim, é poeta, é Pessoa

O oceano, o céu azul, até mesmo o blues
Se invejam com a profundeza dos olhos dela
Que quando choram, desabam a natureza ao redor
Mas quando sorriem... faz minha poesia ficar muda

Jefferson Procópio

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Cinza

Pelas ruas eu vejo possessão e desejo
Todos, tão desesperados por descarrego
Que estão sem tempo pra café e queijo

Se for pra ser assim
Oh Anjo que existe
Toma conta do que é triste
Toma conta do meu samba
Anjo Serafim... será fim?

Que eu não aguento mais
Já não estou capaz
De achar a minha paz
Não paro pra pensar

Pelas ruas, eles vêm e vão
E voltam, tão em vão
Já chega, preciso sair numa nova sessão

Onde estão os caras? Aqueles caras?
Aquelas pessoas mais raras? Beleza rara
Que deixam a nossa vida clara?
E os seus olhos claros...

O capitalismo toma conta da capital
As pessoas se distanciam do seu lado pessoal
Perdem a cabeça, ganham uma coça e dizem que tudo tá normal
Tudo tá normal?

A rua fica cinza, mostra os dentes
E cinza, é a minha fé, ranzinza, inconsequente
Que move moinhos, mas não consegue sair do lugar
Não consegue... apenas segue

Jefferson Procópio