quinta-feira, 26 de abril de 2018

KEEPING ON

All this time, they tried to fool me

Confusing my soul.

Consuming my body.

Breaking my rules imposing theirs.

Erasing my sight.

To perpetuate instantaneous liquid pleasures.

For their own ego's sake.

All of those people, those vampire eyes

Did the best of worse trying to fade away the expression of love.

They abused my youth, my innocence, my curious way to roll the deep.

I was growing, you only transmutated my will of experience in lies

But I resist on this unsure sea of emotions.

My self-love found home inside me.


And I keep on, resilient.


Karine Oliveira, Jefferson Procópio

domingo, 15 de abril de 2018

n a t u r e z a

o outono
nos meus
olhos
diz
que o verão
ardeu
doeu
já deu.

folhas
que secam
seivas
que caem
após tanto
refletir
a luz do sol
deixa transbordar
.
processos
nas raízes,
expurgos;
do fundo
de meu
mundo, sinto
o etéreo.

eu
sou
árvore
que fecha
os olhos
e se (si)
prepara
(para)
o inverno.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

rascunho pra tentar entender

se você entrasse em contato com minha verdade,
se eu entrasse em contato com minha verdade,
se as ilusões do quase-amor fossem verdade,
o meu sono seria profundo e acalentador.
o meu inconsciente seria grato em viver esse transe magnético.

mas eu prefiro meus olhos abertos.
a vida machuca, a dor é boa.
eu, a dor, da dor adorador.
pode ir embora, leve seus olhos pra longe,
enquanto eu fecho os meus.

reunião,
união,
universo,
unir versos.

ruptura,
yin distância yang,
infinito,
não era nada. mas ouvia-se a pulsação.

jefferson procopio

calor latente

chama interna que novamente incendiou o ser.
chamado, anos atrás, tempo e máscaras.
ardo continuamente,
árduo, contigo na mente.
ilusão-desilusão... antiga cantiga.

tanto sentido faz este tempo presente.
tenho pensado no que meu coração sente.
às vezes, entendo; noutras, fogaréu.
o fogo, pelo ar, se alastra.
a razão se afasta.

o romance entre nós em minha vida. astral,
sol que tudo rege, e ainda deseja se unificar com a lua na noite,
lua que reflete o sol e dele se ilumina.
meu ser que se perde da lua na claridade do dia,
se recobra em flerte curto, melancólico, ao crepúsculo.
lapso de momento que se eterniza, verde no verde, enquanto se esvai.

na real, não sei o que houve ao redor.
tentei proferir uma frase, gargantas fechadas em nós.
tentei carregar meus amigos, tentei carregar meus amores,
mas a pulsação estava baixa.
amigos e amores fugiram de mim.
amores amigos morreram em meus braços.

tentei me envolver: ardor e fogo na vida da fênix.
pelo ímpeto da paixão, o espírito se arrebatou.
projetou-se às irreais alternativas de alteridade de corações. urgiu e fugiu.
saio sozinho com a solidão pra viver a dor. solidão que dança comigo e levanta poeira leve.
amores e amigos morreram nos meus abraços.

me lembro do ferimento, fenômeno de envelhecimento,
cada poro preparado pro veneno.
minha vontade de unificar sol e lua é vício ou virtude?

minha sangria é oceano,
maré viva vibra à lua,
há lua na pedra da lua?
meu mar flui e eu escrevo.
a ausência da lua sob a presença da emoção envelhece o sol.

não queria desviar o olhar. estupidez minha.
mas, ao menos estes verdes olhos secos,
cansados do tempo e do engano, sentindo o outono,
vez e outra externaliza e transborda: dá vida à dádiva.
meus olhos, janela minh'alma; teus olhos, tua alma,
relances e trocas. memória. vontade.

fez-me total sentido querer entrar em transe.
lua na mesma proporção, mesmo brilho, diferentes fases,
ao universo, crescente está a lua, na minha vida, minguante.
lua cheia de devir, lua nova no papel em branco que insisto em querer escrever.
calor sempre latente.

o sol não pode viver perto da lua?

a lua  na base da liberdade, pode escolher viver em seu oculto lado escuro,
oculto lado, sombra que o sol não alcança,
escura chama que clama em ser mistério do invisível.

lua foge da realidade do dia.
só não pode fugir dos meus olhos,
da minha observação,
da minha exaltação,
da súbita palpitação de meu coração.

mas, por que orbitas tão longe?



jefferson procópio
09/04/2018