segunda-feira, 12 de novembro de 2018

pérola pedra preta

por que pra se amar tendes a ser sozinha?
sinto, ao longe, seu abraço em seu próprio mundo
ainda flutuo por este abismo.
em projeções astrais, somos nós, somos um.
nas cenas reais, fomos ontem, pura luz.

entregue ao sono, mergulho imerso nos mares do bem querer,
e acordado, a maré avança e qualquer lugar é onde tento estar bem.
sonhe comigo esta noite.
contigo eu sonho de olhos abertos.

pela cura que trocamos, alívio imediato, medito.
corto a superfície do meu ser e navego em cada poro.
a intensidade da troca ainda reverbera.
momento curto e eterno,
perdi o medo de me conhecer quando a ti me apresentei.

lamento o inexplicável. pra abraçar a própria paz, soltaste minha mão.
sei que não foi por maldade, percebi seu ensejo em me ensinar a nadar.
as marés de nossos amares se divertiram no eixo da paixão. (e divergiram)
ainda tento ser o melhor de mim. (difícil sem o seu olhar)

a flor do seu perfume penetrou a minha essência,
sua existência e firmeza te eternizam e me atravessam,
pedra preta inabalável, coração de ostra, musa pérola,
por vezes me lembra que ser feliz é a resposta.