segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Amar Amargurado


Vontade daquele amor antigo
Amor machucado
Só pra se ouvir dizer que ama
O presente é vazio, terra de ninguém
Se torna torto, se esvai e se engana
Amor, amar, amordaçado, amor amargurado

Enfrentar fases de vida tão distintas, tão reflexões pós-sorrisos
Sufocar-se com a diferença de fases tão nítida
Se ama mais quando não há mais ninguém pra amar
Se fala mais de amor quando ele não mais existe
Quando se deita e só se sente o vazio e o travesseiro

São versos que choram, gritam e se sacodem
Em estrofes que procuram um caminho, uma busca, um legado
Um caminho em paz
De um poema que se eterniza para o nada, para o ar, para nadar
E quer encontrar a deusa do vento, do sorriso, da razão
Que sente medo de acabar na terra de ninguém

A cada rua, uma esquina
A cada esquina, uma musa
Faço um mar com os olhos, coleciono oceanos
Ofereço um poema machucado, um poeta machucado
Um lado inspirado, um pirado desolado
Em troca de um desconhecido amor

Jefferson Procópio

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Síntese


Complexo e compacto.
Mente aberta e retrocesso.
Computado e submerso.
Completo e intacto.

Complexo e compacto.
Vem inato e sem nexo.
E ao analisar o sistema.
Toma conta do processo.

Retrocesso e mente aberta.
Reflexo subconsciente.
Vem e sobe de repente.
Se torna a palavra certa.

Computado e submerso.
Minha musa, meu verso.
Te invento, existência à parte.
Te eternizo, pra admirar-te.

Completo e intacto.
Do seu choro, eu passei perto.
Ao ver que me tornei, assim incerto.
Poeta que não se cala ao juntar caco.

Jefferson Procópio

domingo, 2 de setembro de 2012

Ali

Tá aí, se eu me entrego a você
Assim tão rápido, não sei o que devo fazer
Suspendo a bebida? ou deixo o dedo na ferida?
Dou a minha vida? pelo prazer dessa mercê

Tá aí, se eu espero por você
Parado bem ali, nossas conversas eu tentando entender
São tão fortes, a ponto de eu construir?
Um castelo de palavras pra poder nos unir

Tá aí, se eu eternizo você
No poema da minha vida, sem você, musa, saber
Que já me deu calafrios, já me deu idealização
E que o gelo da madrugada, é lareira pra meu coração

Jefferson Procópio