Vontade daquele amor antigo
Amor machucado
Só pra se ouvir dizer que ama
O presente é vazio, terra de ninguém
Se torna torto, se esvai e se engana
Se torna torto, se esvai e se engana
Amor, amar, amordaçado, amor amargurado
Enfrentar fases de vida tão distintas, tão reflexões pós-sorrisos
Sufocar-se com a diferença de fases tão nítida
Se ama mais quando não há mais ninguém pra amar
Se fala mais de amor quando ele não mais existe
Quando se deita e só se sente o vazio e o travesseiro
São versos que choram, gritam e se sacodem
Em estrofes que procuram um caminho, uma busca, um legado
Um caminho em paz
De um poema que se eterniza para o nada, para o ar, para nadar
E quer encontrar a deusa do vento, do sorriso, da razão
Que sente medo de acabar na terra de ninguém
A cada rua, uma esquina
A cada esquina, uma musa
Faço um mar com os olhos, coleciono oceanos
Ofereço um poema machucado, um poeta machucado
Um lado inspirado, um pirado desolado
Em troca de um desconhecido amor
Sufocar-se com a diferença de fases tão nítida
Se ama mais quando não há mais ninguém pra amar
Se fala mais de amor quando ele não mais existe
Quando se deita e só se sente o vazio e o travesseiro
São versos que choram, gritam e se sacodem
Em estrofes que procuram um caminho, uma busca, um legado
Um caminho em paz
De um poema que se eterniza para o nada, para o ar, para nadar
E quer encontrar a deusa do vento, do sorriso, da razão
Que sente medo de acabar na terra de ninguém
A cada rua, uma esquina
A cada esquina, uma musa
Faço um mar com os olhos, coleciono oceanos
Ofereço um poema machucado, um poeta machucado
Um lado inspirado, um pirado desolado
Em troca de um desconhecido amor
Jefferson Procópio