Por que eu tenho que me levantar
Se por quem eu respiro há tanta presença?
Às seis, a manhã serenou em tão silêncio
E a persiana branca, aberta e esquecida, contrasta com a pele dela
Que me queima.
Segunda-feira, eu tô te odiando. Há tanto castigo de você pra mim!
Pra que a ressaca? Qual cruz eu carreguei? Qual espada me transpassou?
E a porra do chuveiro enguiçado que não ligou o ''inverno''.
E o taxista que quase atrasou.
Cada passo pra fora do quarto é um tropeço,
Cada pensamento é um soco. Por que me levantar?
Acordar e tirar a blusa dela pra ser chupado pelos seios.
Isso sim é convite pra passear! Parar na alma dela; entrar.
Faltou saúde pra sair. Sobrou embrulho no estômago
E um pensamento poesia que preciso vomitar.
No dia que eu me levantar e não precisar ir embora,
Vou ligar a vitrola. Será Alceu, pra comemorar.
Jefferson Procópio
quinta-feira, 23 de abril de 2015
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Teu sabor cru
Tu se entregaste a mim,
e eu me entreguei ao diabo
E perdi toda e qualquer compostura.
Vomitei a chance de me fazer imortal.
E não ligo. Não dou a mínima.
Prefiro loucura, dessas que se faz entre quatro paredes, em tesão.
Por mais que a vida não tenha rima,
O fogo aceso ilumina a aliteração.
Há quem não diga que é normal
Mas é mais gostoso com mais libido, mais vertigem.
Afinal... mais carne é menos unha
mais sexo é menos virgem.
Não quero me expor a qualquer loucura.
Essa não é a cura, qualquer coisa crua não interessa.
E pelo profano eu vou, e estou à procura
Não do que termina, mas do que começa.
Jefferson Procópio
e eu me entreguei ao diabo
E perdi toda e qualquer compostura.
Vomitei a chance de me fazer imortal.
E não ligo. Não dou a mínima.
Prefiro loucura, dessas que se faz entre quatro paredes, em tesão.
Por mais que a vida não tenha rima,
O fogo aceso ilumina a aliteração.
Há quem não diga que é normal
Mas é mais gostoso com mais libido, mais vertigem.
Afinal... mais carne é menos unha
mais sexo é menos virgem.
Não quero me expor a qualquer loucura.
Essa não é a cura, qualquer coisa crua não interessa.
E pelo profano eu vou, e estou à procura
Não do que termina, mas do que começa.
Jefferson Procópio
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