Molham o meu rosto
Como as folhas expostas ao sereno
É tempo úmido em chuva de verão
Molha minha alma o seu sorriso
Me dá calma, me deixa o aviso
Fronte a mim está a paz que eu queria
Está você
Quando tu me encaras, dizes tudo o que eu preciso
Só com os olhos, que transmitem o pensamento
E eu me rendo a toda nossa gritaria silenciosa
Abrem-se as portas, descobertos são os segredos
Em suas mãos flutuam as sete chaves
Do meu coração
As curvas da estrada
Me remetem as suas
Que remexem, nuas
Num mundo que a gente ainda não se viu
E enquanto houver vida
Não haverá partida
O som das suas palavras
Ecoam dentro de mim
Me deixam no desalento
Procurando o canto dos pássaros
No canto da minha alma
Eu me lembro de tudo
E não sei mais nada
Eu me presto a tudo
E não presto pra nada
Os seus traços
Traçam o meu destino
As tuas curvas
Desenham a estrada
Que sobrevoaremos
Jefferson Procópio
