gritos de ameaça em nome da ordem
pecados em nome do bem
ânsia desperta ignorância
sangue nas calçadas em nome da limpeza
ódio em nome do amor
erro meu em nome de nós
erros nossos pelo inominável
tentativa e erro
auto-engano: ciclo eterno
fascinação
face sã
ali é nação
alucinação
alienação
fácil
faceta
faca
fascismo
desfaça!
contenhamos
a incalculável
conta.
o impagável,
irreversível,
arrependimento.
nossa consciência
implora
por um dilúvio.
nossa existência
grita
à procura do alívio.
e a nossa resistência,
nossa união,
hão de cancelar
este campo minado.
impossível
voltar no tempo
e desfazer os erros.
mas o governo
criou uma máquina do tempo
pra população.
neste agora,
o tempo está andando
pra trás.
direitos viraram coisa de esquerda?
canhotos novamente anomalizados?
ao centro
de tudo,
a falta de foco midiático
permitem que cada atrocidade
chegue a galope
com capitães do mato.
segunda-feira, 18 de março de 2019
segunda-feira, 21 de janeiro de 2019
Mono-revolta
Um escombro em cada brilho único do olhar
Dados: sete bilhões de escombrados no planeta (exceto crianças)
A ganância revira a mente, e a deixa vazia
Vazia de emoções e cheia de vinganças
Ensaios sobre homicídio, sobre suicídio
A mão armada, faca, sangue frio
A sociedade fraca se põe por um fio
O sabor do fel se nota até debaixo d'água
Bares lotados de pessoas feridas
Que tentam com um gole de uísque achar uma razão pra vida
E quando pensam que acharam, perdem a euforia
Para a indigestão, que sugam o resto de suas almas e humanidades
A cada canal de TV que eu sintonizo
Me sinto mais perdido, e menos dono da verdade
A cada nova informação, eu sinto mais saudade
Do tempo que eu era leigo, e não sabia de nada
07/03/2013
Dados: sete bilhões de escombrados no planeta (exceto crianças)
A ganância revira a mente, e a deixa vazia
Vazia de emoções e cheia de vinganças
Ensaios sobre homicídio, sobre suicídio
A mão armada, faca, sangue frio
A sociedade fraca se põe por um fio
O sabor do fel se nota até debaixo d'água
Bares lotados de pessoas feridas
Que tentam com um gole de uísque achar uma razão pra vida
E quando pensam que acharam, perdem a euforia
Para a indigestão, que sugam o resto de suas almas e humanidades
A cada canal de TV que eu sintonizo
Me sinto mais perdido, e menos dono da verdade
A cada nova informação, eu sinto mais saudade
Do tempo que eu era leigo, e não sabia de nada
07/03/2013
quinta-feira, 17 de janeiro de 2019
uma frase muda o fim e o filme
te perco pra mais um instante.
aprendi, com o tempo, a contemplar a vida,
templo de milagres ou estragos.
perante o portal de um depois
a mim se apresentam, estrada, túnel, invisível.
eu sou a luz do meu caminho.
te senti presente antes.
como o canto do pássaro que prenuncia
o segredo de amores amarrados:
nos amamos mais e desfizemos nós. já foi.
os véus das dores de nossos amores sentiram alívio.
sinto nossas flores em meus espinhos.
rompe o ciclo do indescritível.
almas gêmeas em liberdade, diante
de sorrisos abertos e vagos
a um nova era do que será não sei, não seu, não meu.
sempre está aquilo que é e o voo do tempo gratifica
o livre arbítrio escrevendo outras linhas.
aprendi, com o tempo, a contemplar a vida,
templo de milagres ou estragos.
perante o portal de um depois
a mim se apresentam, estrada, túnel, invisível.
eu sou a luz do meu caminho.
te senti presente antes.
como o canto do pássaro que prenuncia
o segredo de amores amarrados:
nos amamos mais e desfizemos nós. já foi.
os véus das dores de nossos amores sentiram alívio.
sinto nossas flores em meus espinhos.
rompe o ciclo do indescritível.
almas gêmeas em liberdade, diante
de sorrisos abertos e vagos
a um nova era do que será não sei, não seu, não meu.
sempre está aquilo que é e o voo do tempo gratifica
o livre arbítrio escrevendo outras linhas.
domingo, 6 de janeiro de 2019
vazio lotado
quando um mundo desmorona, imaginamos a queda sobre nossos ombros,
sentimos os pesos das escolhas ao primeiro passo, instante irreversível.
as consequências pesam as costas.
o risco: o agora se tornar um cabo de guerra interna
entre passado e futuro. o antes e o depois se expandem em lados opostos.
e de braços abertos, tento segurar e sincronizar mundos paralelos que não se conversam.
o último fio de desatino, gota que transborda a taça e afoga a própria sede.
a morte em vida é o novo ciclo. permita-se virar vapor.
ruínas ao chão, seja a estrada de seu caminho.
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