quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

amuleto


 

fiz do amor, amuleto
valorizei, e mostrei
essa pureza ao mundo inteiro

quando achei que estava minha vida junto à dela
que era só vitória... eu perdi, e amarguei
o meu talento

sem valor, me extraviei
mas dentro de mim, encontrei
a poesia

desde então, eu tento
encontrar (novamente) o amor... mas se perdê-lo (novamente)
a agridoce inspiração (a poesia) vem me consolar

de sorrisos nas ruas, tento me saciar
recebo sorrisos, e os retribuo com versos
algo maior haveria, que presente de poeta?

Jefferson Procópio

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Brincadeira de poeta

De tanto brincar com as palavras,
O poeta brincou consigo mesmo.
E amou.

Amou o primeiro sorriso, o primeiro olhar.
Sem se dar conta que a brincadeira
Não era de criança,
Nem que tampouco
A dança
Foi dançada sem um par.

E só de disso se lembrar,
O poeta volta a brincar.
Ele sim, como criança,
Já que só vê pureza, até onde não há.

E eis que brinca: sem parar, vai versejar
E festejar
Um poema a mais, um amor ainda maior
Que a brincadeira.

E brinca: tira as coisas do lugar
E põe amor onde antes não havia.
Ele se caga pra reciprocidade.
E ama escrever pra si.

Sem nem ao menos perceber
Que esse amor
Foi guardado no fundo da caixa
Ao lado daquele papel escrito
Rabiscos que brincaram com os olhos da musa
Algumas vezes, não todas

Festejo sem beijo
Sorriso que resulta em rima
E mais ainda: em desejo.
Brincadeira de poeta.

Jefferson Procópio