quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Poevida




Se mais poesia, mais vida?
Lá se vão e se eternizam, para a musa, para o mundo...
Grande sentido tem palavras para frases parafraseadas

Sem rascunhos nem ensaios pra proteger ou medir ações
Sempre assuntos e delírios pra me mexer e tentar a paz
Busca pela paz... qualé o sentido?

Olhar pro horizonte, espelhos distorcendo o caminho
Três estradas: rios flores e espinhos
Pra onde eu for... me acompanhe, clemente lirismo

Captada mensagem, uma e um da madrugada
Sou o último da fila, recostado em parede gelada
Tudo conquistado?... vá saber, só sei que pulou o muro e cruzou a ponte

Cá pra frente, no futuro: musa? perdido? renascimento? a paz?
Quem se importa, já que nascida foi a poesia pós-porrada
Contradição... após as cinzas, se formou uma chama

Jefferson Procópio

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Novos antigos horizontes

Conto meus passos rumo ao meu futuro
Vejo os espaços vazios dentro do meu coração
Andando em círculos, caminho antigo e reconstruído
Acho que é preciso, uma rota, uma linha, uma impulsão

Epifanias entrando em meu mundo
Nas marcas fracas, cicatrizadas por plena emoção
Silêncio eterno, tentativa de adivinhação
Da maneira que vai, a trilha tem um final?

Catapulta leve, livre e solta
Me leve daqui, me jogue acima do muro
No mundo dela, mesmo que esteja escuro
Meus olhos brilham, e lá as coisas se iluminarão

Quero uma forma minha que se encaixe a seu sussurro
Uma expressão ensaiada no espelho pra te encarar e fazer alusão
Aos dias frios, aos cafés quentes, à pernas roçando
Ponte segura, ou passarela pra minha ilusão?

Delírio linear, há muito mais com que se preocupar
Não é só o amor que pode me livrar da minha própria prisão
Há outros temas, outras poesias, outros caminhos
Que me esperam, me inspiram, me alucinam

Novos antigos horizontes que se cruzam
Todos os ciclos se encerram e se misturam num caldeirão
Em que minha vida está exposta, sem segredo
E o segredo é que minha vida é indefinição (poesia)

Jefferson Procópio