de alguém que agora somente se entrega aos momentos de quase sono.
silêncio mental que grita as palavras que não mais criam coragem de sair pro papel.
consciência à deriva, quando os olhos se fecham e orbitam,
o fundo de mim se preenche de toda poesia que não encontro. se enche de estrelas e céu.
corpo deitado, como se deliciasse com uma massagem, boiasse em oceano de calmaria.
passou, mais rápido que nossos momentos, este dia,
mas o meu sonho foi eterno. você sorria e me ouvia.
recitei os versos mais lindos.
poema não escrito, já que sonhado; abstrato, sob o fino trato da mais intensa vontade
de pedir clemência à minha inconsciência, fazê-la tangível.
te perder pra mim é um fardo. te alcançar em sonhos, falso alívio,
de alguém que agora somente se entrega aos momentos de quase sono.
as palavras, que enchem e embaralham a cabeça, a madrugada rearranja.
feito alguém capaz de ver cores além do espectro visível, antes de encarar a musa,
sigo em espera. ânsia. espaireço em quase esperança.
pro meu fundo, meus olhos em órbita, eu vou voltar. pra você voltar. boa noite.