Poema liso, arte artificial
Partes simétricas sem um ponto igual
Delírios em amar-te, com final sem ter início
Expressão: palavreado sem pronunciação
De dez, sete se perdem e se jogam por aí
Te convencer com meus batimentos a cada segundo
A cada fração, centioitenta batidas se aceleram a centioitenta por hora
Entretenimento: escrita e lamento
Sentir a lástima prantear as palavras
Laços tentando se reerguerem, no desespero dos poetas
Crasso erro, pedaço de esperança, do profeta das indiretas
Destino: desatino de menino
O que para e pira a mente
O tempo apaga, de repente
Se desata, sem dizer que está se esvaindo
Despedida: dor sem vida
Que antes doce vida, se amarga com a partida
De algo que se foi, que morreu
Sem antes dizer se já foi meu
Jefferson Procópio

