segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Só um



Chega o momento que se jogar ao relento não é desabar
Que esse sereno vira cobertor e copo de chá
Se misturam orvalho e lágrima, molham a calçada
Se fazem um só, evaporam e viram nada

Os estragos da noite, na estrada da vida
Trazidos comigo, com o dedo na ferida
Chega a chuva, temporal, e a rua se banha
Estrada da vida, estragos da noite, se fazem só um

Eu sou a chuva, você o sol, eu pensando em sermos um só
Arco-íris aparece, colorido, alimenta o meu relento
Lágrimas descem, doce vida, transbordando meu rio e meu lamento
No vale da vida, no meio da rua, você o sol, eu o estrago da noite

Jefferson Procópio

3 comentários:

  1. "Estrada da vida, estragos da noite, se fazem só um"
    Poutz, gostei demais desse!

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  2. "No vale da vida, você o sol, eu o estrago da noite"
    Muito bom, meu caro.

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