quero dizer adeus... aqui mais uma vez
por todas as coisas que a gente não fez
segurar. esticar a ponta do barbante e equilibrar-se
tentei. tão difícil foi aguentar o peso. e te encarar face a face
se houvesse indícios, se a gente se amasse
não nos perderíamos assim tão logo, no início da frase
eu. que sempre fui, que sempre achei ser bom ser tão cortês
cedi. até que chegamos ao ponto que envelhecemos cem anos em nosso último mês
por mais que a dor faça com que meu coração escasse
mesmo que a primavera deixe de lado o gosto francês
o foco. o coração do poeta, frente ao atemporal, revigora e renasce
perdi. mas se refaz intacto e se joga ao alto, pra talvez outra vez se partir em três
deixo o rosto de lado, pra não ver a nitidez
de algo que já foi, antes de realizar-se
até agora. mudo o semblante e a direção, achei outra estratégia no xadrez
nada achei. mas me agarrarei nesse caminho, sem dar chance nenhuma ao quase
segurar tentei
eu cedi
o foco perdi
até agora nada achei
Jefferson Procópio
valeu os 2,70
ResponderExcluirrs
Fodíssimo! Além de transmitir bem como de costume sentimentos no poema, usou a técnica com graça, como poucos sabem fazer! MANDOU!
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