Vejo os espaços vazios dentro do meu coração
Andando em círculos, caminho antigo e reconstruído
Acho que é preciso, uma rota, uma linha, uma impulsão
Epifanias entrando em meu mundo
Nas marcas fracas, cicatrizadas por plena emoção
Silêncio eterno, tentativa de adivinhação
Da maneira que vai, a trilha tem um final?
Catapulta leve, livre e solta
Me leve daqui, me jogue acima do muro
No mundo dela, mesmo que esteja escuro
Meus olhos brilham, e lá as coisas se iluminarão
Quero uma forma minha que se encaixe a seu sussurro
Uma expressão ensaiada no espelho pra te encarar e fazer alusão
Aos dias frios, aos cafés quentes, à pernas roçando
Ponte segura, ou passarela pra minha ilusão?
Delírio linear, há muito mais com que se preocupar
Não é só o amor que pode me livrar da minha própria prisão
Há outros temas, outras poesias, outros caminhos
Que me esperam, me inspiram, me alucinam
Novos antigos horizontes que se cruzam
Todos os ciclos se encerram e se misturam num caldeirão
Em que minha vida está exposta, sem segredo
E o segredo é que minha vida é indefinição (poesia)
Jefferson Procópio
"Há outros temas, outras poesias, outros caminhos
ResponderExcluirQue me esperam, me inspiram, me alucinam" Apresentar outra visão daquilo que já foi dito também é uma forma de enxergar o novo. E você fez, pude ver outra visão daquilo (ou daquela) que você já escreveu antes. Isso ai, Jefferson
Greatest.
ResponderExcluirGostei de como a subjetividade torna-se visível, pelo menos nas cenas que elaborei na leitura! O confronto interno do eu lirico também foi muito bem elaborado!
ResponderExcluir"Quero uma forma minha que se encaixe a seu sussurro". Forte.
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