O poeta brincou consigo mesmo.
E amou.
Amou o primeiro sorriso, o primeiro olhar.
Sem se dar conta que a brincadeira
Não era de criança,
Nem que tampouco
A dança
Foi dançada sem um par.
E só de disso se lembrar,
O poeta volta a brincar.
Ele sim, como criança,
Já que só vê pureza, até onde não há.
E eis que brinca: sem parar, vai versejar
E festejar
Um poema a mais, um amor ainda maior
Que a brincadeira.
E brinca: tira as coisas do lugar
E põe amor onde antes não havia.
Ele se caga pra reciprocidade.
E ama escrever pra si.
Sem nem ao menos perceber
Que esse amor
Foi guardado no fundo da caixa
Ao lado daquele papel escrito
Rabiscos que brincaram com os olhos da musa
Algumas vezes, não todas
Festejo sem beijo
Sorriso que resulta em rima
E mais ainda: em desejo.
Brincadeira de poeta.
Jefferson Procópio
As vezes é necessário brincar sozinho, dançar sem um par. Pra ver que nesse mundo não há muita pureza e as coisas nem sempre são. O mundo é um moinho!
ResponderExcluirOs poetas adoram brincar
ResponderExcluirde amores
de palavras.
Abraço
Muito boa a poesia... é serena passa tranquilidade, quase posso dançar quando leio.
ResponderExcluirNada melhor que brincar
ResponderExcluir(seriamente) de ser poeta;
deus e musa.
Belo texto.