quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Vida é camaleão



Reacender
Reascender
Facetas de fácil acesso
Dê-me o fogo, que eu lhe dou a escada
Ou elevador... às vezes rapidez fala mais alto

Mas é isso: o paraíso
Você dá o sol, pra reacender
Fora e dentro de nós... mentes abertas e faróis
Com luz, tudo condiz ferh'oz
Eu sou catapulta
Ou avião, ou um simples pássaro
Sou tudo aquilo que alça altura
Lá em cima, há um toque de sabedoria

Duas ações, por mais que fajutas vistas de fora
Podem mudar, não sei se a nossa, mas ao menos minha vida
E com uma vida na melhor, com um rio que vai desaguar nos nossos rostos
Não deixaríamos de lado a chance de pular de ponta
De perder estribeiras, e quem sabe, nos tornarmos nus pela primeira vez

Já estive lá em cima, uma vez
Tudo que eu via era uma luz castanha que refletia o meu rosto (a luz dos olhos teus)
Que me deixava exposto à minha poesia, ao perigo de tudo se apagar e cair
E apagar, e cair... pra sempre

Mas depois que pra mim esses olhos se fecharam... eu não tenho preferência
Me deixo navegar a qualquer olhar, a qualquer tom de cor num par de olhos

Quem sabe a vida não seja como um camaleão?
Quando descobrimos um caminho, seu maior segredo
Ela muda de cor, muda de rota
E perdemos a noção, a visão fica branca, ou negra
Ou castanha... depende da cor da vida, depende da descoberta
Depende da cor dos olhos

Quem sabe um café não salva e guarda o nosso dia?
Algo assim, pra esquentar a nossa boca enquanto nos encaramos
Imaginando nossos sabores e labores se misturando
Com o sabor que guardamos e provamos
Pode estar muito quente, ou muito doce, ou pouco quente
Ou quem sabe, sem cafeína

Qual é o sentido da vida?
Procurar àquela que pode tomar um café conosco?
Não, não deve ser esse... a vida não é tão café
Vida é camaleão
Nosso sentido, sim
Pode ser a busca de um café que nos agrade

Sentido da vida é se ver no topo? Se ver iluminado?
Isso pode ser perigoso, pois assim, todos te encarariam
Todos ficariam de olho em você, em seu trono
Que é a bênção de ser o próprio dono da vida

Por que tanta procura?
Já que a vida é camaleão, palavras podem perder o sentido
Um dia, podem...
Por que querer tanta convicção, se quanto mais se sabe, mais se duvida?
Para que ser tão conciso na maior parte do tempo, se no fim, só restam perguntas?
Alguém um dia vai me responder?

E assim fica a vida, muda de cor (mais uma vez) após uma boa prosa

Jefferson Procópio

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