Toda vez
Que o brilho do sol
Afagar a minha pele
Cortada pelo frio vento de outono
Vou me lembrar do seu abraço
Sempre
Que a língua travar na hora de definir
E os olhos banharem-se
Por lágrimas ou retinas fatigadas
Vou me lembrar do seu olhar
Todo momento
Que eu bater em retirada
Em atraso e impontualidade
Vou mais uma vez lamentar a distância
E abandonar meu relógio
E assim que o sol se por
E o vento vier
Mais uma vez, intrínseco
Acabar com a minha alma
Vou me jogar ao relento
E me lembrar daqueles dias
Que não tiveram fim
E após eu virar cinza
Queimado pela chama da saudade
Quando eu vir o mar, quando eu virar mar, quando vir a amar
Vou me banhar de você
Quando a mais doce melodia
Que afaga o vento
Chega aos meus ouvidos
Eu me lembro
Que a gente atravessou
As linhas do acaso
E se cruzou
Nas entrelinhas do destino
Até sempre
Até nunca
Até amanhã
Só por hoje
Infinito
Jefferson Procópio
(15/06/13)
Caralho! Perdoe-me o uso de tal vocábulo, mas um comentário formal seria genérico demais. Curti pra caramba!
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