terça-feira, 20 de junho de 2017

inconsciente

de alguém que agora somente se entrega aos momentos de quase sono.
silêncio mental que grita as palavras que não mais criam coragem de sair pro papel.
consciência à deriva, quando os olhos se fecham e orbitam,
o fundo de mim se preenche de toda poesia que não encontro. se enche de estrelas e céu.

corpo deitado, como se deliciasse com uma massagem, boiasse em oceano de calmaria.
passou, mais rápido que nossos momentos, este dia,
mas o meu sonho foi eterno. você sorria e me ouvia.
recitei os versos mais lindos.

poema não escrito, já que sonhado; abstrato, sob o fino trato da mais intensa vontade
de pedir clemência à minha inconsciência, fazê-la tangível.
te perder pra mim é um fardo. te alcançar em sonhos, falso alívio,
de alguém que agora somente se entrega aos momentos de quase sono.

as palavras, que enchem e embaralham a cabeça, a madrugada rearranja.
feito alguém capaz de ver cores além do espectro visível, antes de encarar a musa,
sigo em espera. ânsia. espaireço em quase esperança.
pro meu fundo, meus olhos em órbita, eu vou voltar. pra você voltar. boa noite.

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