terça-feira, 2 de janeiro de 2018
pranonimato
doideira de leve não é doideira,
é brincadeira, de modo meio caótico
de brim, ou jeans, ou sem nada, tamo de brincadeira, e é sério, cedo ou na madrugada.
tira a roupa, fica descalça. ou veste uma blusa e me embaça.
posso tirar seu sutiã antes da blusa, da alça.
senta na cadeira, e a si sinta.
isso soou erótico. que ótimo.
aptidão
up te dão
quando a tensão
perde a letra enésima
e a rima perde a métrica, e a estrofe fica péssima.
não precisa ser agora a hora da mina me dar. vou fazer valer.
não que nem a Vale, que detona Conceição, Paciência, fundão, o centro, o Bento.
não sou barragem, mas às vezes, rejeito. na maioria, a mim mesmo. e a esmo.
deixa ela ver como vai dar, deixa ela se dar, enquanto eu cedo me sedo.
mas tanto demora pra eu fazer a bola rolar que ela desiste... e se eu triste olhar pra trás?
por que esse erro persiste? Foda-se. no mais tardar, ou menos, ela vai se molhar
mas se ela se der, ela vai se dar.
se ela me der, vai ser no mais tardar.
quero antes ver eclipse, pensamentos, preliminar.
não faço direito, sou destro de esquerda, mas vou tentar.
só continuo se ela me contar, nua, suas nuances, sua vida e seus antes; seus sentimentos durante.
pra depois me assistir chupar. devolvo a palavra pra boca dela, pode se lambuzar.
do que quiser, do pau, do pique, do baque, do chilique.
eu só quero te querer mais. e não me queira menos por tentar ser menos.
esse poema vai pra anônima,
pro anonimato. pra liberdade em livre idade na escrava cidade em alguma parte.
pra não me matar, senão mãe me mata.
deixa eu morrer nesse tesão. e me faz gozar.
te sinto nua e sei que meu verso te insinua.
eu te assusto e alivio, mordo e assopro, e retribuo. com retroativo.
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