Agora me vejo aqui, sozinho
Sem rumo, sem talento
A liberdade sufoca, a saudade permanece
Andar sem rumo, nada se pode achar
Sem fim, sem contentamento
Caminhos se abrem, corpos vagam por aí
Mas ninguém me perguntou
Se eu queria alguma mudança
Que a esperança fizesse as malas
Que a música parasse em seu ápice
Aquilo sem fim teve o fim?
Sem vitórias no final
Nem pra você nem pra mim
Algo quase perfeito se foi?
Sem cartão de visitas, sem dizer se vai voltar
Só deixou aquele lembrete
Muito muito muito muito muito
A lerdinha fugiu, arrebentou a pulseira
Mas esqueceu, aqui, sua bagagem, seu mundo?
Acordou, mas o sonho foi real?
Olha aqui, eu só queria sua companhia
Pode vir tentar buscar
Apenas tentar tentar realizar
Tudo o que eu tenho
É aquela circunstância
Que poderia ter diminuído a distância
Olhos iguais aos teus, longe dos seus
Objeto sem observador, amor sem amor
Eu sem você
Jefferson Procópio
Nenhum comentário:
Postar um comentário