domingo, 15 de abril de 2012

Destino desatinado


Meu destino é bastardo
É o maestro de sonhos fora do compasso
Sonhos desatinados, oprimidos e engolidos
Sonhos desolados, desbotados, de uma canção quebrada
Quebrada por golpes de desilusão, arrependimento e incompreensão

Minha vida é uma canção que toca interminavelmente fora do tom
Meus sonhos são utopias em vão
É um grande concerto inesperado, desesperado
Onde a felicidade do compositor é indesejada

E o show sempre termina sem aplausos, e sem motivos
Sem motivos pra sonhar, sem motivos pra me prender
Sem motivos pra pensar em você
Você, que sempre diz o que fazer
Mas nunca faz o que diz

Falta a nitidez, falta a sensatez
Não faz sentido continuar na dança
Agora que a música parou
E eu não faço questão de déjà-vú

(Jefferson Procópio e Pedro Macieira)

Nenhum comentário:

Postar um comentário