Meu destino é bastardo
É o maestro de sonhos fora do compasso
Sonhos desatinados, oprimidos e engolidos
Sonhos desolados, desbotados, de uma canção quebrada
Quebrada por golpes de desilusão, arrependimento e incompreensão
Minha vida é uma canção que toca interminavelmente fora do tom
Meus sonhos são utopias em vão
É um grande concerto inesperado, desesperado
Onde a felicidade do compositor é indesejada
E o show sempre termina sem aplausos, e sem motivos
Sem motivos pra sonhar, sem motivos pra me prender
Sem motivos pra pensar em você
Você, que sempre diz o que fazer
Mas nunca faz o que diz
Falta a nitidez, falta a sensatez
Não faz sentido continuar na dança
Agora que a música parou
E eu não faço questão de déjà-vú
(Jefferson Procópio e Pedro Macieira)
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