Chega o momento que se jogar ao relento não é desabar
Que esse sereno vira cobertor e copo de chá
Se misturam orvalho e lágrima, molham a calçada
Se fazem um só, evaporam e viram nada
Os estragos da noite, na estrada da vida
Trazidos comigo, com o dedo na ferida
Chega a chuva, temporal, e a rua se banha
Estrada da vida, estragos da noite, se fazem só um
Eu sou a chuva, você o sol, eu pensando em sermos um só
Arco-íris aparece, colorido, alimenta o meu relento
Lágrimas descem, doce vida, transbordando meu rio e meu lamento
No vale da vida, no meio da rua, você o sol, eu o estrago da noite
Jefferson Procópio

Mas que forte desarranjo!
ResponderExcluir"Estrada da vida, estragos da noite, se fazem só um"
ResponderExcluirPoutz, gostei demais desse!
"No vale da vida, você o sol, eu o estrago da noite"
ResponderExcluirMuito bom, meu caro.