segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Musa


Musa
Me usa, desusa e abusa
Que me joga ao vento e me tira o ar
Deixa o seu perfume pra poesia despertar

Alada
Não toca o chão
Que idealizada, é elevada deusa
Anjo que guia em silêncio nossos destinos cruzados
Que me leva à luz, me tirando da escuridão

Rasa
Rosa de fino trato que é regada a cada letra
Planície dominante do meu rasteiro coração
Olhos rasos de água, verdes como o mar
Desprovidos de mágoa, com medo de magoar

Abusa
Vende amor barato pra aumentar demanda
Vicia o coração do poeta e depois se manda
Se faz de traiçoeira pra ganhar eternização
Faz de tudo, leva meu mundo, porque sabe que é a musa

Chora
Traz temporal em chuva de verão
Sorrindo faz passarinho voar baixinho em tarde de primavera
Abraço intocável que aquece as noites de inverno
Faz das folhas caídas do outono, papel pra rabiscar, pra eternizar pra musa

Jefferson Procópio

3 comentários:

  1. Nem farei um comentário ''bonito'', porque esse seu escrito tornaria qualquer fala simplista! Curti muito meeeesmo!

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  2. abusada do jeito que é essa musa, fiquei foi com medo de no final ela ser a Medusa.

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  3. Concordo com Marlon Maia, qualquer comentário é puro e simples para tão grande buniteza de poesia!!! Muito linda!

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