Musa
Me usa, desusa e abusa
Que me joga ao vento e me tira o ar
Deixa o seu perfume pra poesia despertar
Alada
Não toca o chão
Que idealizada, é elevada deusa
Anjo que guia em silêncio nossos destinos cruzados
Que me leva à luz, me tirando da escuridão
Rasa
Rosa de fino trato que é regada a cada letra
Planície dominante do meu rasteiro coração
Olhos rasos de água, verdes como o mar
Desprovidos de mágoa, com medo de magoar
Abusa
Vende amor barato pra aumentar demanda
Vicia o coração do poeta e depois se manda
Se faz de traiçoeira pra ganhar eternização
Faz de tudo, leva meu mundo, porque sabe que é a musa
Chora
Traz temporal em chuva de verão
Sorrindo faz passarinho voar baixinho em tarde de primavera
Abraço intocável que aquece as noites de inverno
Faz das folhas caídas do outono, papel pra rabiscar, pra eternizar pra musa
Jefferson Procópio
Nem farei um comentário ''bonito'', porque esse seu escrito tornaria qualquer fala simplista! Curti muito meeeesmo!
ResponderExcluirabusada do jeito que é essa musa, fiquei foi com medo de no final ela ser a Medusa.
ResponderExcluirConcordo com Marlon Maia, qualquer comentário é puro e simples para tão grande buniteza de poesia!!! Muito linda!
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