Essas vidas que cruzamos
Ao passarmos pela catraca do ônibus
Todos esses olhos desesperados
Só pedem um brilho semelhante aos seus
Todo desesperado a cada esquina
Toda pessoa, deveria possuir um leitor mental
Ativado pela troca de olhares e de intensidade
Quantos amores poderiam se inventar, se reinventar?
Quantas dores conseguiriam se desconsumir?
Já está nítido nesse mundo
Que cada um carrega no olhar
Uma rosa e um abraço
Disposto a abusar do primeiro que dar brecha
O mundo é carente, e a gente
É o mundo, profundo
Usamos o profano, pra disfarçar, ano após ano
Que só precisamos de outro alguém
Com o mesmo brilho no olhar
Jefferson Procópio
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