sábado, 21 de junho de 2014

A próxima estação

Me preparei
Pra assassinar a fadiga
Eliminar a libido
Que insistirem em pulsar

Sempre estive, na verdade
Com uma dose de saudade
Num copo sem gelo
Que a garganta, deixa amarga
E nunca acaba

Já joguei fora a delonga
Que me impede de abrir os olhos
Pro divino
Agora, qualquer sopro no rosto é brisa
Que corrói todo meu corpo

Trago comigo
A última tragada do último fino
Que sujou por acidente o teu lençol

Trago ainda
Os seus traços
Que me atrasam
Me dão preguiça
De chegar à próxima estação

Mas o sorriso está aberto
Percebi que tenho chegado
Bem perto
Da coragem
De comprar a passagem

Na mão, nada carrego
Aos meus bolsos, me entrego
A um vazio de possibilidades
Que me ajudam a matar a libido
Que dão bom gosto ao meu copo de saudade

Jefferson Procópio

Nenhum comentário:

Postar um comentário