domingo, 26 de agosto de 2018

Imperfeitos ímpar feitos

Musa invisível, presente na partida,
Sou seu poeta visível e risível.
Imagem tua que me coragem
De encontrar, no céu, a estrela renascida.

Dona do luar, o mar dança só pra ti.
Gravidade é mistério: tão quanto essa impressão etérea,
Vou e voo por ti, mas não posso sair do chão.
Hoje é aqui e agora; no passado, vidas e planos, em outros planos; ao futuro, deixo pra outrora.

De longe vi os bosques de seu caminho.
O cheiro de seu perfume que se torna jardim e se mistura às flores.
Senti e transmutei: mistério seu que tambem é meu, que me faz sentido.
Me transpasse novamente pelo portal dos seus olhos.

Me mostre o mundo de seus sonhos.
Tua beleza presente, o coração pressente:
Reflexo vira matéria, e sonhos, realidade.
Corpos fechados, verdade na mente, coração aberto: ressonância.

Não solte da minha mão. Não ceda tão cedo à aleatoriedade.
Se somos tão imperfeitos, ímpar feitos, fadados ao erro,
Tanto faz: podemos ser par ou ímpar. Ser um só, nós dois, ou três.
Uno versos ao universo e agradeço: eu consigo te ver.

O defeito mostrou suas caras.
O erro cobrou caro e mostrou suas caras.
A ilusão escondeu suas caras.
Perderam o jogo.

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