quinta-feira, 25 de outubro de 2018

a triste alegoria de um samba alegre


Aos que presenciam o reencontro, nossas trocas de olhares.
Parece até fácil traduzir emoções em frases.
O ontem foi tão longo, mês passado nem te vi.
Nós damos esperança pros amantes que dançam nos bares.

A rotina me prende ao asfalto, a menina me faz falta.
Aprendo a lidar com a eternidade, a cabeça nos ares.
Longe de você tanto envelheço na cidade.
Quando topamos, rejuvenesço, breve encontro de cem anos.

Quem ouve este samba banhado em felicidade
Nem imagina a tristeza, elemento surpresa, o devir.
Sentir toda a ilusão, e toda carga do caminho
Amor nosso, flor nascida à tempestade, pouco espinho.

Cicatrizam nossas marcas, toda dor da despedida
Transmuta a incerteza, após a morte vem mais vida.
Do medo de não ter, do ciúme, do perder
Me desprendo. Hoje, eclipse, você vem, só quero estar.

A tristeza de compor o nosso fim, me decompor.
Início dessa história toda torta de poeta
Que procura pela musa que fugiu por entre os rios
e deságua... maré de nossos amares, oceanos, poesia renascemos.

Mesmo que eu me oponha com teu erro do adeus
Eu perdoo, vida segue, o que é certo ainda vive
Perdi a compostura com a ternura do seu oi meses depois
e o samba triste escondido em meu eu, gritei e sorri.

25 de outubro de 2018 20h52 cabei o poema valeuuu

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