No tempo presente,
Sou trem que não para,
Pressa rara, Pé na estrada.
Não exporto pro Japão as lembranças dos vagões.
Sigo em frente, movido por minha alma de vapor.
De tudo o que eu vi, vivi e senti,
Sou a sangria da montanha, coração férrico que tudo habita.
O amor me levou ao céu, mas pequei pelas juras.
Entre passado e presente, passo a passo, nem sempre consciente, sigo.
Na dimensão concreta do trem que transpassa e atravessa a realidade, envelheço.
Abastecido pelos vagões da memória que já descarrilaram no caminho, lamento as perdas.
E no infinito vasto que percorre em mim, ainda lhe sinto no estar da ausência.
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